Este artigo é sobre User Experience

Dez práticas de design para agregar valor aos negócios

Breno Barros

Vice-presidente de Marketing & Inovação

Publicado em
08 de Janeiro de 2121

A importância do Design está aumentando a cada dia.

Pois hoje, os consumidores têm acesso rápido aos mercados globais e expectativas cada vez maiores de serviço, onde com isso já não fazem distinção entre experiências físicas e digitais. E isso torna cada vez mais difícil para as empresas, se destacar com seu produto ou serviço na multidão. E o Design tornou-se não uma prioridade para sanar essa desafio.

Mas, embora o conceito de "Design Thinking" tenha surgido em 1969, e embora muitas empresas tenham tentado adotar seus princípios, relativamente poucas fizeram verdadeiras mudanças no crescimento e na lucratividade por meio do Design. Menos ainda conseguiram provar concretamente o valor exato das ações de Design que foram tomadas.

E após diversas pesquisas, vemos Dez Ações de Design que parecem se correlacionar com o desempenho financeiro aprimorado das empresas que o praticam, onde podemos agrupa-lo em três premissas:

  • Primeiro, para essas empresas, o Design é mais do que um departamento ou área. As empresas lideradas pelo Design são estruturadas de maneira a incentivar todas as funções a se concentrarem em seus clientes. Isso geralmente significa que o Design não é um departamento único; em vez disso, especialistas em design estão por toda parte, trabalhando em equipes pequenas e multifuncionais, com incentivos compartilhados e interação regular com o cliente.

  • Segundo, o Design é mais do que uma fase. Boas empresas lideradas pelo design usam pesquisa quantitativa e qualitativa durante o desenvolvimento inicial do produto, combinando técnicas como análise de dados, varreduras em mídia social, focus group e pesquisa etnográfica para entender melhor as necessidades de seus clientes. No entanto, as melhores empresas continuam ouvindo seus clientes continuamente para continuarem atuando na melhoria da experiência do cliente após o lançamento do produtos e/ou serviço.

  • Terceiro, o Design não é um desejo solitário. Para as empresas de sucesso lideradas por Design não agem sozinhas. Elas medem e gerenciam os projetos com o mesmo rigor de custo, qualidade e tempo. A força do Design é o envolvimento dos C-Levels, área de inovação, vendas, operações e financeiro.

 

Design é mais do que um departamento ou área

1) Dos silos departamentais às equipes multifuncionais

As empresas com um departamento de design centralizado e isolado raramente obtiveram um desempenho financeiro significativo, se comparado com aquelas que liberam os designers ou distribuem os especialistas em design para equipes multifuncionais focadas em produtos em diversas áreas. Números apontam que equipes de design distribuídas garantem um foco mais claro em seus clientes; melhoram as parcerias multifuncionais, resultando em um ganho de 10% de velocidade dos produtos e uma taxa de sucesso 30% maior para colocar conceitos no mercado.

2) De especialistas restritos a designers interdisciplinares

Não importa qual produto você está desenvolvendo, o digital e a forma de prover serviços estão convergindo. As empresas reconhecem cada vez mais que essas distinções não são significativas para os clientes. Como resultado, vimos um melhor desempenho financeiro nas empresas que quebraram barreiras e criaram treinamentos cruzados em habilidades como design industrial e de interface com o usuário, em comparação com aqueles que mantiveram divisões hierárquicas com pouca fertilização cruzada.

3) De cubículos a garagens

Em uma "garagem" do Vale do Silício, não há departamentos, títulos ou escritórios fabulosos. Todos estão focados em criar um ótimo produto que atenda às necessidades do cliente. O ambiente é mais uma oficina do que um escritório, projetado para incentivar o foco colaborativo na construção de um ótimo produto juntos.

Design é mais do que uma fase

4) De um estágio de projeto para um projeto contínuo

Uma abordagem liderada pelo design para a criação de produtos significa que o design acontece durante o desenvolvimento, não apenas na fase inicial do conceito. Desde a elaboração do roteiro do produto, passando pelos preparativos para a produção e o lançamento, até o suporte em serviço, o design deve manter a equipe fiel às necessidades do cliente durante a vida útil do produto.

5) Da pesquisa qualitativa à pesquisa completa

A pesquisa qualitativa por meio de grupos de usuários, entrevistas e observação de campo é uma ferramenta poderosa para entender os desejos e motivações dos consumidores. Aumentar isso com análises quantitativas, como coletar análises on-line ou em tempo real, pode detectar comportamentos subjacentes e estabelecer uma base mais profunda sobre a qual construir conceitos vencedores de design. As empresas que usaram as duas formas de pesquisa de clientes criaram produtos com uma classificação mais alta do que os de empresas que usavam somente a pesquisa qualitativa.​​​​​​​

6) De um único protótipo para prototipação frequentemente

A maioria dos processos nas fases de pesquisa e desenvolvimento começa com uma descrição do produto e um modelo de negócios. As empresas lideradas pelo design começam com um protótipo que atende às necessidades de um cliente, com backup de um caso de negócios. O design é inerentemente iterativo, e as empresas que enfatizam a prototipação se movem mais rapidamente em direção a produtos que os clientes amam. Essa noção é essencial para o processo ágil pioneiro pelas empresas de software, assim como o uso de produtos mínimos viáveis, que oferece às equipes a capacidade de testar e aprimorar conceitos rapidamente e testá-los novamente.​​​​​​​

Design não é um desejo solitário

7) Da média gestão até o C-Level

A cultura centrada no cliente necessária para impulsionar o impacto do design em toda a empresa deve começar no C-Level e seguido por todos níveis de gestão da empresa. Eles devem se esforçar para permanecer cientes do que seus clientes amam sobre seus produtos e defender o que os clientes prezam pelo caminho tortuoso do mercado.​​​​​​​

8) Das perspectivas às métricas

A chave para conectar o design ao sucesso comercial é a capacidade dos líderes de evitar opiniões subjetivas ou preferências pessoais e, em vez disso, tomar decisões com base no entendimento factual do cliente. As métricas de projeto - como índices de satisfação do cliente e cálculos de risco de fatores humanos - fornecem dados importantes à liderança sobre os quais basear decisões cruciais. Algumas empresas desenvolveram métricas de design que permitem medir o design durante o desenvolvimento do produto com a mesma rigor que a qualidade, o custo e a entrega.​​​​​​​

9) De incentivos financeiros a satisfação do cliente

As empresas com melhor desempenho que mediram o impacto comercial a longo prazo da satisfação do cliente. Eles vincularam os bônus da gerência sênior à satisfação do cliente, além de medidas baseadas em receita e lucro. Isso incluiu medidas indiretas, como prêmios e análises de design, bem como medidas diretas, como pontuações de usuários.​​​​​​​

10) De incremental a visionário

As empresas lideradas pelo design criam produtos em resposta às necessidades e desejos dos clientes, mas não têm medo de trazer sua própria visão ao mercado. Eles estão dispostos a colocar a força da marca no longo prazo antes da rotatividade no curto prazo e não têm vergonha de compartilhar recursos e opiniões com pensadores de design fora de sua organização para fortalecer sua oferta aos clientes.

 

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