Este artigo é sobre Tecnologia

O Futuro do Presente

Paulo Henrique Bezerra

Gerente de Inovação e ESG

Publicado em
24 de Dezembro de 2021

Natal chegando, e ainda estamos passando pela pandemia da Covid-19, que impactou a grande maioria das pessoas.

As empresas, procurando atender às novas necessidades dessas pessoas, que por sua vez estão cada vez mais empoderadas e conectadas, independente se são clientes, fornecedores, ou colaboradores das empresas. Construir uma dinâmica de confiança com um foco em ESG, com Governança responsável, visão ambiental efetiva, consciência social que proteja as transações e mantenha dados seguros podem impulsionar valor percebido por todos os envolvidos.

Por exemplo, o Governo Brasileiro, por meio do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações (MCTI), está realizando uma consulta pública sobre transformação digital, pretendendo atualizar o "E-Digital", um documento com ações estratégicas prioritárias para adequação à nova realidade. Outras entidades nacionais historicamente soberanas como a Petrobrás, está sofrendo pressão ambiental. Ela aumentou, de US$ 1 bilhão para US$ 2,8 bilhões, os investimentos em descarbonização no seu novo plano de negócios 2022-2026, em relação ao planejamento anterior. (Fonte: Gov.br)

O próprio risco ambiental é correlacionado com a emissão de carbono pelas proteínas animais. Uma preocupação mais distante, mas que segue em crescimento, é como alimentar 10 bilhões de pessoas até 2050, de acordo com a previsão da ONU para a população mundial. O plant-based passa a ser uma alternativa cada vez mais estável.

O que dizer da possibilidade de comer frango feito de plantas? Essa é a aposta da N.OVO, startup com um portfólio composto de ovos e maioneses veganos, e que agora criou 5 sugestões para diminuir esses impactos — de cubinhos de filé de peito para grelha a coxinhas de frango plant-based (à base de plantas). O mercado de alimentos criados por meio de plantas promete transformar o mundo e movimentar cerca de US$ 85 bilhões até 2030. (Fonte: StartSe)

O Brasil por si só é um país potencial pela sua vastidão no agronegócio, e o estado de São Paulo é um dos principais ecossistemas de startups do Brasil, composto da melhor infraestrutura, políticas de incentivo e fontes de financiamento e apoio à inovação, ciência e tecnologia. Hoje, 30% das startups do nosso país surgem em SP, e 64,7% das companhias paulistas participaram de rodadas de investimento. (Fonte: Abstartups). O que dizer de unicórnios do ramo imobiliário como Loft e QuintoAndar, ambos originados em SP? Ou também área financeira como XP, Nubank e Neon.

E por falar em área financeira, uma transformação 'puxa' a outra. Por exemplo, o tal "Metaverso" está impactando a área financeira somada ao varejo. Já existem 'nomes de efeito' para isso: live commerce, m-commerce, open banking e checkout inteligente. Uma das tecnologias mais promissoras do futuro para congregar tudo isso e que deve substituir os smartphones são os óculos inteligentes. Eles já estiveram entre nós em filmes e também no protótipo não tão bem-sucedido como o finado Google Glass.

Mas o mercado de óculos tradicionais movimenta USD 150 bilhões por ano e mostra um potencial enorme (StartSe).

A Meta firmou parceria com a Ray-Ban.

A Microsoft criou o Hololens.

A Niantic, que criou o Pokémon Go, está criando os seus óculos.

A Qualcomm criou o Snapdragon XR1 AR.

O Snapchat trouxe os Spectacles.

E aproveitando o gancho, a Snapchat criou uma campanha 'phydigital' com a empresa de moda Renner. As duas empresas lançaram uma campanha que soma o mundo físico com o digital. As pessoas que poderão experimentar até 3 modelos de calçados da Renner usando realidade aumentada por meio da câmera do Snapchat, pretendendo expandir para relógios, camisetas, e até outros óculos! Em testes iniciais foi identificado a chance de aumentar 2,4x a intenção de compra.

Mas para comprar, que moeda usar? A física ou a virtual? Você sabia que, no Brasil, o número de investidores em criptomoeda dobrou em um 2021? No mundo, um bitcoin era cotado por aproximadamente R$ 3 mil há em 2015, quando a minoria começou a investir. Já em nov/21, 6 anos depois, a moeda bateu seu recorde e atingiu o valor de R$ 250 mil (Fonte:FGV), já foi até aprovado na Câmara dos Deputados, o Projeto de Lei 2303/15, que trata do assunto. E onde há dinheiro, há tendência de ter crimes. No mundo digital é a mesma coisa. O nosso país foi vítima de mais de 16,2 bilhões de tentativas de ciberataques entre janeiro e junho de 2021 (Fonte: Fortinet).

O "futuro dos presentes" está aí.

E você já pensou nesse "futuro do presente"?

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