Este artigo é sobre Gestão

Seis competências de equipes para se mapear dentro de organizações inovadoras

Breno Barros

Vice-presidente de Marketing & Inovação

Publicado em
04 de Novembro de 2020

A palavra que menos importa no termo “Transformação Digital” é o Digital. Ou seja, a transformação é o mais importante.

A palavra que menos importa no termo “Transformação Digital” é o Digital. Ou seja, a transformação é o mais importante. E essa transformação está diretamente ligada com a cultura da empresa. Mas o que é cultura? De maneira simples: é o modo como as coisas são feitas hoje sem que ninguém te peça para fazer ao contrário.

Você com certeza já ouviu a famosa frase de Peter Drucker “A cultura come a estratégia no café da manhã”. Porém, tomo a liberdade de acrescentar que “O mindset come a cultura logo na hora que você se desperta pela manhã”. Ou seja, se as pessoas (equipes) não estão dispostas a se transformarem, de nada adiantará.

Por isso é importante entender e mapear os tipos de equipes, e suas respectivas competências, dentro da sua organização. Isso ajudará a entender quais estão contribuindo para essa transformação e quais não. Pois, lembre-se: “A velocidade da mudança é sempre medida pela a equipe mais lenta”.

Para as empresas se transformarem, elas precisam arquitetar um sistema adaptável: 

  1. Arquitetar, crescer e manter uma organização é um trabalho complexo;

  1. Trabalhos complexos requerem uma variedade de skills e perspectivas;

  1. Logo, a organização precisa de equipes e lideranças com competências inovadoras.

E a importância de tudo? Simples: 

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Então vamos a elas...

1) Equipes com competência de ideação

Com certeza, todas as empresas possuem pessoas com uma alta capacidade de geração de ideias. A dificuldade, muitas vezes, está em encontrá-las ou fazê-las serem ouvidas.

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Como podemos ver na imagem acima, geradores de boas ideias frequentemente atuam em uma posição de líder entre diversas equipes ou áreas, sintetizando informações de uma equipe com informações de outra equipe para desenvolver um novo conceito de produto ou serviço. Ou até mesmo, eles conectam uma solução criada em uma equipe ou área para resolver um problema em outra.

2) Equipes com competência de influência

Apenas desenvolver novas ideias, não garante que as pessoas irão usá-la. Para isso é importante ter pessoas influenciadoras.

Pesquisas apontam que os colaboradores não são apenas influenciados pela liderança sênior da empresa. Normalmente os colaboradores que não atuam em cargos formais de gestão é que influenciam mais. Para isso, as empresas precisam ser capazes de identificar estes colaboradores influenciadores e empoderá-los.

Para identificar esses colaboradores influentes não basta apenas perguntar para os colegas. Mas sim, mapear as pessoas que têm fortes conexões com os outros, mesmo que apenas com poucas pessoas. Isso significa que as ideias dos influenciadores podem se espalhar muito mais rápido.

3) Equipes com competência de eficiência

Montar uma equipe para atuar em um trabalho com eficiência parece simples, mas não é. Pois não basta apenas reunir as pessoas com as melhores habilidades técnicas esperadas. Você precisa analisar as habilidades comportamentais de relacionamento, que medem a química da equipe.

Essa alta densidade interna de química entre os participantes é crítica para construir confiança, assumir riscos e chegar a acordo sobre questões importantes.

Além disso, a capacidade de alcance externo da equipe, onde cada membro pode entrar em contato fora de sua equipe – por exemplo, com especialistas distintos de outras áreas ou parceiros – fará com que a equipe seja mais eficaz em obter informações vitais e proteger recursos necessários para cumprir os prazos. 

4) Equipes com competência de inovação

Vales destacar que equipes com a competência de eficiência provavelmente falharão com a competência de inovação. Pois inovação se beneficia do conflito de pontos de vistas e ideias distintas o que gera alguns desacordos e conflitos nas equipes.

Mas o que de fato contribui para uma equipe ser bem-sucedida de inovação?

O segredo está em ter um time multidisciplinar em termos de competências comportamentais (questionamento, observação, experimentação, network e associação). Colocar apenas seus melhores colaboradores executores juntos, você terá tudo entregue no prazo, mas nada de inovador sairá. Mas se você colocar no mesmo time só idealizadores, teremos diversas ideias interessantes, mas nada entregue de modo concreto. 

Com essa mistura de competências comportamentais é natural que as equipes mais inovadoras têm desacordos e discussões - às vezes até conflitos - que geram o atrito criativo necessário para produzir avanços.

5) Equipes com competência de vulnerabilidade

Apesar de existir pessoas que podem atuar fortemente no compartilhamento de informações de uma parte da empresa para outra, o que é saudável, uma dependência excessiva desses indivíduos pode tornar a empresa vulnerável. 

E se essas pessoas saírem?  Perderemos toda a conexão com as outras áreas e parceiros? As redes apenas são robustas quando as conexões podem ser mantidas se você remover nós - colaboradores – dela e ela se mantém ativa fluindo as informações.

6) Equipes com competência de silos

Todo mundo odeia silos, mas eles são naturais e inevitável. À medida que as organizações crescem, as áreas tendem cada vez mais a trabalharem menos de maneira integradas, pois elas não falam o mesmo idioma técnico ou não possuem os mesmos objetivos.

Chart, radar chart

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Conforme a imagem já apresentada no início do artigo, mas que cabe ser apresentada novamente, precisamos estimular que algumas pessoas das áreas comecem a se conectar com outras pessoas de outras áreas e assim evoluirmos para as outras competências mencionadas acima.

Este artigo é sobre Gestão

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