Este artigo é sobre Institucional

As redes sociais nos conhecem melhor que nós mesmos - Entenda

Nicole Benedito

Analista de Marketing da Qintess

Publicado em
21 de Janeiro de 2022

Hoje, podemos afirmar que as redes sociais nos conhecem muito bem, isso por que elas têm acesso a dados que liberamos. Entenda mais sobre isso

Sem dúvidas a tecnologia mudou as nossas vidas, trazendo comodidade, oportunidades, entretenimento e uma série de outros benefícios.

Desde um “Alexa, ligar a luz”, até um “Hey Google, o que significa ser Cringe?”, os avanços da tecnologia nos transportaram para um episódio de Black Mirror. E como tudo tem vantagens e desvantagens, definitivamente, viver uma vida de segredos, como a do Agente 86 - protagonista do famoso seriado dos anos 80 - não é mais uma possibilidade para nós, que vivemos em 2022 dentro desse grande fenômeno digital.

As maiores responsáveis por isso são as nossas inseparáveis redes sociais. De acordo com a DOMO, empresa de pesquisa de cloud software americana, em 2021 foram consumidos 89 zettabytes de dados globalmente. O quanto isso representa? De acordo com Taru Khurana, se cada gigabyte fosse um tijolo de cerâmica da Muralha da China, com 89 Zettabytes, poderíamos construir 22.962 muralhas. Isso significa que grandes empresas, donas das redes sociais, inclusive esta que estou usando para publicar este artigo, coletaram um oceano de dados de seus usuários.

Para saber a quantidade de dados produzidos por minuto, acompanhe as respostas no infográfico publicado anualmente pela DOMO:

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Reprodução DOMO

Realmente os dados nunca dormem.

O que as grandes empresas fazem com todas essas informações?

Agora você deve estar se perguntando: "O que o Mark Zuckerberg vai fazer com a informação sobre o meu like no meme do gatinho do Instagram?”

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Reprodução do Twitter, perfil do @claudiotognolli

Bom, existem algumas finalidades.

De acordo com o artigo publicado por Max Freedom, redator da Business News Daily, existem 4 finalidades principais:

Para melhorar o Customer Experience

Com os dados coletados durante as suas interações no Instagram, as grandes empresas podem aprender o que está funcionando para você, usuário, possibilitando criar metas mais assertivas de CRM Customer Relationship Management.

Refinar a estratégia de marketing

Mark percebeu que estava perdendo muitos de seus usuários para o TikTok, baseado nos dados de utilização coletados, logo, não tardou em revisar algumas de suas estratégias e aumentou as funções disponíveis no Instagram como o Reels, shop dentre outras.

Aumentar a rentabilidade da instituição

Quando você clica em “aceito todos os termos e condições de uso”, muitas empresas estão usando o seu “ok” para gerar lucros, fazendo a economia girar e melhorando a sua experiência no app. Os dados realmente são o novo petróleo.

Segurança de dados

Além das opções citadas, ainda é possível a utilização dos dados para garantir a própria segurança da informação. São as informações utilizadas por bancos e instituições financeiras que avaliam o seu perfil, histórico de comportamento financeiro para identificarem uma possível fraude.

Quem nunca recebeu um SMS ou a ligação do banco, questionando se determinada compra foi realmente realizada?

Mas não pense que esses dados estão sendo coletado sem lógica.

Existem categorias de dados. De acordo com a Universidade de Buffalo, nos Estados Unidos, temos algumas classificações quanto à coleta de dados:

1. Dados Restritos: Informações sobre a sua conta do banco, cartões de crédito

2. Dados Pessoais: essa categoria inclui seus dados básicos, como nome, endereço residencial, endereço de IP, CPF, número da carteira de motorista, etc

3. Dados de Engajamento: Como você interage nas redes sociais/site/apps e quanto tempo você permanece em cada aplicativo.

4.  Dados de comportamento: o que você curte, o que compra, quanto tempo permanece olhando para uma determinada foto, o que costuma pesquisar, etc.

5. Dados de atitudes: Esse tipo de dado abrange métricas de satisfação do consumidor, critérios de compra, conveniência do produto e muito mais.

Mas espere, não precisa começar a repensar sobre a segurança dos seus dados e desinstalar todos os aplicativos do seu celular.

Existe uma lei que protege você e as empresas de naufragarem neste oceano. Aqui no Brasil, a lei se chama Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais, conhecida como LGPD. Aprovada em 2018, mas com entrada em vigor em 2020, a lei visa assegurar o respeito à privacidade; autodeterminação informativa; liberdade de expressão, informação, comunicação; inviolabilidade da intimidade, da honra e da imagem; desenvolvimento econômico tecnológico e a inovação. Impondo regras para que todos possam surfar no oceano digital sem se afogar.

Para você ter melhor visibilidade do que a lei proporciona segue um infográfico:

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Reprodução Serpro e LGPD

Os verdadeiros vilões são os famosos Hackers, ou metaforicamente, os tubarões, que vivem em busca de oportunidades de abocanhar vítimas que estão apenas curtindo a onda. Por isso, é importante investir em cibersegurança, ataques como o ransomware, adware, backdoor, podem ser fatais para os negócios das empresas, criando impacto em seus usuários como é o caso do ataque a brasileira JBS. De acordo com a Cybersecurity Ventures é previsto, até 2031 o gasto mundial de 265 bilhões de dólares com ataques de ransomware. A Qintess, é uma das empresas preparada para esse momento, conheça nossas soluções de cibersegurança .

Pois é, o oceano é um universo azul de informações e nós somos algas que flutuam produzindo oxigênio e equilíbrio para o ecossistema dos dados.

Sabendo de tudo isso, recomendo que você leia atentamente todos os termos contidos nas políticas de uso de dados dos serviços digitais que for utilizar, além disso, mantenha sempre atualizados seu sistema operacional, softwares de antivírus e antimalwares. Não se esqueça de que antes de surfar é preciso saber se há tubarões na água.

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